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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Os principais conceitos da geografia

"Qualquer que seja o período histórico, o espaço humano é reconhecido como um resultado da produção”. O ato de produzir é igualmente o ato de produzir espaço. A promoção do homem animal a homem social deu-se quando ele começou a produzir.
Produzir significa tirar da natureza os elementos indispensáveis à reprodução da vida. Pela produção o homem modifica a Natureza. Primeiro, a natureza bruta, a natureza natu¬ral, criando a Natureza Segunda, a natureza transformada, a natureza social ou socializada.
A produção, pois, supõe uma intermediação entre o homem e a natureza, através das técnicas e dos instrumentos de trabalho inventados para o exercício desse intermédio.

O espaço geográfico

Você faz parte de uma sociedade que trabalha, produz, consome e habita um determinado meio am¬biente, já bastante modificado. Este é o seu lugar, que, por sua vez, se relaciona com outros lugares muito diferentes, ou não.
O conceito de lugar está ligado a espaços que nos são familiar, que fazem parte da nossa vida. O nosso lugar nos dá identidade própria e nos permite estabelecer relações com lugares diferentes no resto do mundo. Daí, o drama do imigrante, que perde as referências de seu lugar de origem quando vai buscar melhores condições de vida ou foge de persegui¬ções políticas. E preciso que ele se adapte a um novo lugar, com outros valores.
A esse conjunto de lugares, marcados por dife¬rentes naturezas, que passaram por diferentes pro¬cessos históricos, unidos por uma complexa rede de relações que se realizam nas mais variadas escalas, denominamos espaço geográfico,
O espaço geográfico é diferenciado, pois resul¬ta de um passado histórico, da densidade demográ¬fica, da organização social e econômica e dos recursos técnicos dos povos que habitam os diferentes lugares.

O tempo e o espaço geográfico

O espaço geográfico está sempre em transfor¬mação. Em algumas ocasiões a própria natureza, com seus terremotos, vulcões, o trabalho das ondas do mar, encarrega-se de fazer as modificações. Mas o homem, desde os tempos mais remotos, é o princi¬pal responsável pelas alterações do espaço. Por isso, o espaço reflete as diferentes épocas em que sofreu as várias intervenções humanas. Cada povo imprime em seu território a sua forma própria de se relacionar com o meio ambiente.
A população, as atividades econômicas (indús¬tria, agricultura, comércio e serviços}, as redes de transporte (rodovias, ferrovias, hidrovias), as rotas marítimas e aéreas, as cidades formam, com o meio-ambiente, o espaço geográfico. Portanto, esse é um patrimônio que devemos preservar para as gerações futuras. Nesse legado, podemos incluir não só a na¬tureza, como também monumentos históricos e obras de engenharia. Somente com conhecimento do espaço geográfico é possível preservar o meio am¬biente e conseguir o desenvolvimento sustentável, discutido nas conferências sobre o meio ambiente.
O conhecimento da organização do espaço geográfico é fundamental para a compreensão do mundo de hoje, pois as suas várias etapas e transfor¬mações explicam os atuais sistemas econômicos, so¬ciais e culturais.
O espaço geográfico e as diferentes escalas de localização
Podemos localizar qualquer lugar no espaço geográfico. Coordenadas geográficas (latitude e longitude) são muito importantes para isso. Se pudermos localizar um lugar no espaço geográfico, ele poderá ser representado. Para isso usamos a cartografia,
Além da escala cartográfica, devemos usar a escala geográfica, que se aplica ao fenômeno que está sendo estudado. Devem ser levadas em consideração as escalas locais, nacionais e globais.
Um fenômeno pode ter uma dimensão local, como é o caso da poluição do ar atmosférico pela emissão de CO2. Porém, deve ser estudado em escala global, porque cria uma preocupação mundial, c aquecimento global.

A PAISAGEM

"Unidade visível do arranjo espacial que a nossa visão alcança, a paisagem tem seu caráter social, pois é formada de movimentos impostos pelo homem através do seu traba¬lho, cultura e emoção. Ela é produto da percepção, mas necessita passar a conhecimento espacial organizado, para se tornar verdadeiro dado geográfico."
A representação visível de vários aspectos do espaço geográfico chama-se paisagem (a porção do lugar que podemos ver).
Nas paisagens estão inseridos todos os elemen¬tos presentes no espaço geográfico: os elementos natu¬rais (relevo, clima, rios, vegetação) e os elementos hu¬manos ou culturais (resultado da ação da sociedade).
Ao observar determinado lugar, é possível des¬crever os principais elementos que formam a pai¬sagem desse lugar (montanhas, florestas, campos, rios, indústrias, fazendas, estradas). Porém, para que ela possa ser vista como dado geográfico, é preciso estabelecer as relações sociais e econômicas pas¬sadas e atuais, responsáveis pelo "retrato" de um lu¬gar no espaço geográfico (a paisagem). Como reflexo do espaço, as paisagens modificam-se e, para que se compreenda essa modificação, é necessário conhe¬cer as relações econômicas e sociais que ocorreram nesse espaço.
Há muito tempo a geografia deixou de ser uma "ciência que descreve as paisagens" e passou a se preo¬cupar em explicar a rede de relações que ocorrem no espaço geográfico e que compõem a paisagem. Saber interpretar os processos naturais, sociais e econômicos da paisagem é o verdadeiro objetivo do estudo da geografia. Essa interpretação pode ser feita através de mapas, fotografias aéreas, imagens de satélites ou da observação local.
Devido ao grande desenvolvimento tecnológi¬co alcançado pelo homem e às suas intervenções no meio natural, a maioria das paisagens terrestres en¬contra-se profundamente modificada.

A ciência do espaço

O que significa estudar geograficamente o mundo ou parte do mundo?
A Geografia se propõe a algo mais que descrever paisagens, pois a simples descrição não nos fornece elementos suficientes para uma compreensão global daquilo que pretendemos conhecer geograficamente.
As paisagens que vemos são apenas manifestações aparentes das relações estabelecidas entre os muitos e variados integrantes do nosso planeta e até mesmo do Universo.
Da energia do Sol à ação dos bichos, das plantas, das águas e dos ventos; dos movimentos executados pela Terra aos constantes deslocamentos verificados na crosta terrestre; das formas restritas e localizadas de atuação das tribos indígenas à planetária intervenção das modernas sociedades industriais não nos faltam dinâmicas e relações a serem investigadas.
Ir além das aparências significa considerar que por trás de toda paisagem temos, necessariamente, uma dinâmica particular que a determina, que a constrói, que a mantém com determinada aparência, por exemplo, de floresta, de deserto, ou até mesmo de cidade.
Estudar geograficamente o mundo, no todo ou em parte, é buscar entender como e por que as paisagens - sejam elas quais forem - apresentam as características que observamos. Ou seja, o que se busca é o entendimento do espaço geográfico, que, dessa forma, deve ser entendida como algo que inclui não só aquilo que vemos (paisagem), mas também os fatores determinantes da aparência. Entre todas as dinâmicas de que resultam as diversas paisagens que se espalham pelo mundo, as impostas pelo ritmo e pelas necessidades das modernas sociedades industriais são hoje as mais presentes na quase totalidade das paisagens que venhamos a investigar.
Portanto, uma investigação de fato geográfica acerca do mundo atual deve, mais do que se ocupar de descrições de realidades aparentes (paisagens), propor-se a investigar, principalmente, o modo pelo qual a sociedade produz o espaço geográfico.
Para melhor compreensão do que estamos dizendo, vamos considerar que qualquer pessoa é capaz de identificar um conhecido "cartão-postal" do Brasil. Trata-se da cidade do Rio de Janeiro, da qual se vê a baía de Guanabara, o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, etc.
Se a investigação geográfica dessa paisagem se restringisse à descrição dos elementos que a constituem, bastaria acrescentar mais alguns nomes à lista que iniciamos. Assim, mencionaríamos também os diversos tipos de construções e moradias, as praias, os vários tipos de embarcações, as pistas asfaltadas, os carros, etc.
Mas, como dissemos, não basta fazer uma espécie de fotografia falada ou escrita das paisagens, pois o espaço geográfico não se revela apenas na aparência das coisas, mas sobretudo na investigação das razões que determinam essa aparência.
E, para entendermos de fato esse espaço, ou descobrirmos tais razões, teríamos de necessariamente responder a muitas questões, tais como:
- Por que exatamente neste local construíram-se tantos prédios e tantas avenidas? Para onde vão ou de onde vêm essas embarcações, esses carros, ou esses ônibus?
Por que a imagem do Cristo Redentor foi colocada num dos lugares mais altos da paisagem?
- Por que a baía tem esse formato?
- Como surgiram os morros em torno da baía?
- Por que alguns dos morros têm cobertura vegetal e outros não?
- E as pessoas? Onde estão, o que fazem, como vivem?
- Ao responder a essas e a muitas outras questões que poderíamos formular a partir de uma simples observação atenta da paisagem, buscamos na verdade desvendar as dinâmicas responsáveis por cada um dos elementos aparentes que nos chamam a atenção. Ou, em outras palavras, estaríamos desvendando o espaço geográfico do qual esse cartão-postal do Rio de Janeiro revela apenas a aparência.

Por que devemos estudar geografia?

Estudar Geografia é uma forma de compreender o mundo em que vivemos. Por meio desse estudo, podemos entender melhor tanto o local em que moramos - seja uma cidade ou uma área rural - quanto o país do qual fazemos parte, assim como os demais países da superfície terrestre. O campo de preocupações da Geografia diz respeito ao espaço da sociedade humana, sobre o qual os homens e as mulheres vivem e, ao mesmo tempo, produzem modificações que o reconstroem permanentemente. Indústrias, cidades, agricultura, rios, solos, climas, populações: todos esses elementos - além de outros - constituem o espaço geográfico, isto é, o meio ou realidade material onde a humanidade vive e do qual ela própria é parte integrante. Tudo nesse espaço depende do homem e da natureza. Esta última é a fonte primeira de todo o real: a água, a madeira, o petróleo, o ferro, o cimento, o asfalto e todas as outras coisas que existem nada mais são, no final das contas, do que aspectos da natureza.
Mas o homem reelabora esses elementos naturais ao fabricar os plásticos a partir do petróleo, ao represar rios e construir usinas hidrelétricas, ao aterrar pântanos e edificar cidades, ao inventar velozes aviões para encurtar as distâncias, Assim, o espaço geográfico não é apenas o local de morada da sociedade humana, mas principalmente uma realidade que é a cada momento (re) construída pela atividade do homem.
As modificações que a sociedade humana produz em seu espaço são hoje mais intensas do que no passado. Tudo o que nos rodeia se transforma rapidamente. Com a interligação entre todas as partes do globo, com o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, passa a existir um mundo cada vez mais unitário. Pode-se dizer que, em nível planetário, há uma única sociedade humana, embora seja uma sociedade plena de desigualdades e diversidades. Os "mundos" ou sociedades isoladas, que viviam sem manter relações com o restante da humanidade, cederam lugar ao espaço global da sociedade moderna. Na atualidade não existe nenhum país que não dependa dos demais, seja para o suprimento de parte das suas necessidades materiais, seja pela internacionalização da tecnologia, da arte, dos valores, da cultura afinal. Um acontecimento importante - uma guerra civil, fortes geadas com perdas agrícolas, a invenção de um novo tipo de computador, a descoberta de enormes jazidas petrolíferas, etc. - que ocorra numa parte qualquer da superfície terrestre provoca repercussões em todo o conjunto do globo. Muito do que acontece em áreas distantes acaba nos afetan-do de uma forma ou de outra, mesmo que não tenhamos consciência disso. Não vivemos mais em aldeias relativamente independentes, como nossos antepassados longínquos, mas num mundo interdependente e no qual as transformações se sucedem numa velocidade acelerada.
Para nos posicionarmos inteligentemente frente a este mundo, temos de conhecê-lo bem. Para nele vivermos de forma consciente e crítica, devemos estudar os seus fundamentos, desvendar os seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa antes de tudo estar integrado criticamente na sociedade, participando ativamente de suas transformações. Para isso devemos refletir sobre o nosso mundo, compreendendo-o do âmbito local até o nacional e o planetário. E a Geografia é um instrumento indispensável para empreendermos essa reflexão.

Em breve códigos envie aqui nesse comentários de que jogo vc keira!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

domingo, 29 de novembro de 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Novo ‘Call of duty’ vende US$ 550 milhões em cinco dias

O jogo, que segue a linha dos games de "atirador em primeira pessoa", em que o jogador é um soldado de elite caçando alvos em locais que variam da América do Sul ao Afeganistão, superou "Grand theft auto IV", da Take-Two Interactive Software, maior sucesso de 2008, que vendeu mais de US$ 500 milhões em sua primeira semana.

A Activision não informou quantas unidades foram vendidas no período. Na semana passada, a empresa disse ter vendido 4,7 milhões de cópias do jogo, gerando US$ 310 milhões em seus primeiros dias de vendas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

As estimativas de vendas de analistas para o game – que custa US$ 60 cada – ficam em torno de 11 a 13 milhões de unidades até o final de 2009. Há muito em jogo para a Activision, uma vez que o "Call of duty" deve representar uma boa parte de seu lucro no quarto trimestre, disseram analistas.






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Ações da Activision Blizzard subiram 35%, superando rival Electronic Arts
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As ações da empresa, que subiram 35%, chegando a superar sua principal concorrente, a Electronic Arts, que aumentou 11%, teve valorização de US$ 0,05 no início da sessão nesta quarta-feira (18), para US$ 11,74.

Ainda assim, o presidente-executivo da Activision, Bobby Kotick, está atento à economia fraca, que afetou a indústria de videogames este ano, com a hesitação entre consumidores em comprar ou não consoles e software.

"Apesar do sucesso do 'Call of duty: modern warfare 2', a Activision Blizzard continua cautelosa em relação às economias norte-americana e global, além de outras variáveis que poderiam afetar as bases da indústria e nosso próprio desempenho, incluindo os gastos do consumidor, que continua sendo uma preocupação significante", disse em comunicado.

Pais confiscam videogame e adolescente liga para a polícia

Um garoto de 15 anos ligou para a polícia de Buffalo Grove (Illinois, EUA) depois que seus pais confiscaram seu videogame Xbox. Segundo o jornal “Chicago Tribune”, o jovem queria saber se os adultos tinham esse direito.

O adolescente telefonou para o serviço de emergência 911 às 12h50 de domingo (15), mas desligou. O oficial Steve Husak contou que foi então à casa de onde havia sido feita a ligação e, depois de ouvir a história, disse ao jovem que seus pais têm, sim, o direito de confiscar o videogame para puni-lo.

O oficial ainda aconselhou o garoto a ouvir os conselhos de seu pai. Husak não soube dizer por que o garoto estava sendo punido.

Recentemente, a Justiça do Canadá confiscou o videogame Wii de um garoto de 12 anos acusado de vandalismo. Segundo a publicação local “Winnipeg Sun”, o jovem enfrentou diversas acusações judiciais e só teria o console de volta se apresentasse bom comportamento.

PlayStation 3 será compatível com jogos que 'saem da tela' nos Estados Unidos

Para tentar fazer com que o PlayStation 3 se torne rentável para seus cofres nos próximos anos, a Sony revelou nesta quinta-feira (19) um plano para fazer com que o videogame apresente games que rodam em três dimensões, com imagens que “saltam da tela”.

De acordo com a companhia, algumas produtoras já estariam integrando a tecnologia aos futuros títulos do PS3. O console se tornaria compatível com imagens em 3D a partir do lançamento de uma atualização de sistema prevista para o final de 2010 e o início de 2011, mesma época que os jogos com imagens tridimensionais chegariam às lojas.

Em relação aos jogos, a companhia não deixou claro se somente títulos novos terão o recurso em 3D ou se títulos antigos também se beneficiariam da mudança.

Televisão em 3D

Para poder jogar os games que “saem para fora da tela”, o jogador terá que possuir uma televisão compatível com a novidade. A Sony anunciou que o foco da empresa para o próximo ano fiscal está nos equipamentos 3D, que incluem o próprio PlayStation 3, televisores e tocadores de Blu-ray.

Electronic Arts fecha o estúdio Pandemic

Após anunciar a demissão de 1,5 mil funcionários, a produtora de jogos Electronic Arts confirmou o fechamento do seu estúdio Pandemic. Todos os 200 funcionários da desenvolvedora responsável por títulos como “Mercenaries” e “Full spectrum warrior” foram dispensados, incluindo os fundadores da empresa, Josh Resnick, Andrew Goldman e Greg Borrud.

O vice-presidente da EA Games, Nick Earl, disse que “o fechamento da desenvolvedora irá auxiliar na estrutura de redução de custos da companhia e garantir maior qualidade dos jogos”. De acordo com o site da revista britânica Edge, o executivo afirmou que, embora a EA tenha fechado o estúdio Pandemic, suas franquias continuarão sendo produzidas.

O vice-presidente informou que as mudanças são difíceis e que a situação atual obriga a tomar essas decisões. “Precisamos nos tornar mais fortes, com foco no desenvolvimento de jogos melhores. Nos próximos meses, anunciaremos novidades”.

O game “Saboteur”, o último produzido pela Pandemic para PlayStation 3, Xbox 360 e PC, continua com sua data de lançamento agendada para o dia 8 de dezembro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Naruta!!!!


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Naruto!!!

Comandos:A,S,D,F



Influenciada pelo filho mais novo, hoje com 29 anos, Maria Helena entrou nesse universo em 2004, assim que surgiu a versão em português, e desde então não parou. “Meu marido e meu filho não acreditam que eu ainda jogo. Não enjoei porque estou sempre mudando de mundos, não fico muito tempo parada lá dentro. A única coisa que cansa é a música, muito repetitiva, e por isso eu tiro o som. No dia em que enjoar de vez, vou parar”, conta.
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Ela admite que já jogou bem mais: assim que conheceu o game, chegou a passar 11 horas conectada em um único dia. Hoje, a jogadora mergulha no universo virtual cinco vezes por semana, mas durante uma quantidade reduzida de horas. “Não é um vício. Se tiver outras coisas para fazer, dou prioridade a elas. Mas quando estou em casa, à toa, considero o ‘Ragnarök’ um bom passatempo.”

Moradora de Niterói, no Rio de Janeiro, ela disse nunca ter encontrado alguém de sua idade no jogo. Talvez por isso, enfrente desconfiança quando diz sua idade. “Poucos jogadores acreditam nos meus 60 anos. Já aconteceu também de os amigos de meus netos me procurarem on-line, para conferir se eu realmente sou uma avó que joga”, diverte-se.



Recompensas

A dedicação ao MMORPG teve muitas recompensas virtuais. No servidor oficial do Ragnarök Brasil, Maria Helena diz ter atingido seu objetivo: chegar ao nível 99, que representa o máximo da evolução, e renascer no jogo como aprendiz (para esta nova jornada, ela ganhou novos poderes e habilidades). Já no servidor pirata Wodro, chegou ao topo do ranking entre os jogadores que mais conseguem abrir baús para coletar objetos.

Por conta do sucesso no Wodro, onde usava o apelido Very Evil Girl, Maria Helena afirma que teve de dar fim à personagem. “Assim que eu entrava, todo mundo vinha me pedir dicas. Ficou difícil jogar e, então, tive de criar outra bruxa”, diz ela, que não revela o nome de sua nova personagem no Wodro. “Se eu contar, vai começar tudo de novo.”

Além do servidor oficial no Brasil, da Level Up!, a jogadora também está cadastrada em outros três servidores piratas: cada um representa um único mundo, com suas próprias regras, rankings e premiações (virtuais, claro).

Aprender para ensinar

A jogadora começou a se interessar pelos games bem antes de mergulhar no universo de Ragnarök. Sua história como gamer teve início há alguns anos, quando concluiu que deveria aprender a jogar para ensinar os filhos mais novos: “os mais velhos não tinham paciência”, lembra.

Depois de colocar no currículo Odyssey, cartuchos de corrida e “Super Mario”, Maria Helena foi atraída pela quantidade de detalhes que apareciam na tela, quando o caçula entrava em “Ragnarök”. “Hoje já tem coisa muito mais avançada, mas naquela época os movimentos das plantas e das águas realmente me impressionaram. Sempre tive uma quedinha por games”, brinca a avó dos netos que preferem “Tíbia” a “Ragnarök”.

No universo virtual, ela gosta principalmente de completar as quests (eventos que dão prêmios) e também de colaborar com outros jogadores, entregando a eles itens importantes para completar as missões. A parte chata, conta, é quando não consegue ajudar e recebe insultos: “já me disseram para largar o jogo e ir procurar um tanque. Incomoda, chateia, mas depois passa. O que quero é me divertir.”

sexta-feira, 25 de setembro de 2009